Sábado, 19 de Julho de 2008

Perguntas freqüentes- parte 1



Como muita gente me escreve querendo saber mais sobre a vida por aqui, resolvi criar este post para esclarecer as dúvidas.

1. Mulher precisa se cobrir ou usar "burka" em Bahrain?
Não. Nenhuma mulher em Bahrain é obrigada a se cobrir. A burka é uma vestimenta do Afeganistão e o similar aqui se chama abaya.
Mulheres que se cobrem fazem isso por escolha própria, na maioria das vezes, mas algumas sentem-se obrigadas pela família ou o fazem por uma questão religiosa.
Estrangeiras só usam abaya se quiserem.
Para visitar mesquitas, por uma questão de respeito, o uso da abaya é obrigatório, mas não é necessário comprar. A própria mesquita fornece a abaya na entrada e você devolve na saída.

2. Você usa abaya?
Não, não uso. Não há necessidade. Uso roupas comuns, apenas tenho mais cuidado com decotes ou comprimento das roupas para não chamar a atenção.

3. Mulher pode dirigir em Bahrain?
Sim, desde que tenha carteira de habilitação. Haha!

4. Em Bahrain há bebidas alcoólicas?
Sim. A venda é feita em lojas especializadas, no duty free e em restaurantes licenciados pelo governo.
É proibido beber na rua ou em locais públicos não-licenciados.
É proibida a venda de bebida alcoólica para muçulmanos.
É proibido beber e dirigir. Tolerância zero. Se for pego, vai para a cadeia e é deportado após cumprir a pena.

5. Em Bahrain há carne de porco?
Sim. Há mercados que possuem licença para a venda de carne de porco.
A carne é de boa qualidade e procedência, porém, importada.

6. Mulher pode trabalhar ou estudar em Bahrain?
Sim, normalmente.

7. Estrangeiros são bem recebidos em Bahrain?
Sim. Como brasileira, sempre fui muito bem tratada, salvo raríssimas exceções (foram coisas que poderiam perfeitamente ter acontecido no Brasil).

8. Bahrain é um país violento?
Haha! Não. Os índices de violência urbana em Bahrain são baixíssimos. Não há assaltos nas ruas, as pessoas podem usar jóias tranqüilamente, dormir com as janelas de casa (sem grades!) abertas e dirigir de madrugada sem problemas. Como em qualquer lugar do mundo, não é conveniente que uma mulher fique andando sozinha pelas ruas durante a madrugada.

9. Há guerra em Bahrain?
Não.

10. Qual o idioma de Bahrain?
Árabe e inglês. Inglês é o mais usado, mas falar árabe é uma grande vantagem.

11. Há pena de morte em Bahrain?
Sim, mas para casos muito específicos (geralmente, crimes hediondos) e é raríssimo acontecer. Além disso, a pena precisa ser assinada pelo rei.

Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

Quais são os seus sonhos?

Recebi esta tarefa da ">Paula com as seguintes regras:
1º) Devemos fazer uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de morrer;
2º) Ao finalizar convidar 8 parceiros de blogs amigos;
3º) Deixar um comentário no blog de quem nos convidou;
4º) Deixar um comentário no blog dos nossos convidados, para que saibam da intimação;
5º) Mencionar as regras. .

Então aí vão as minhas:
1. Viajar muito.
2. Voltar a morar no Brasil algum dia... E não ter que conviver com a violência doida que anda por lá.
3. Aprender fotografia.
4. Abrir uma pousada ou um petshop (tudo a ver uma com a outra, né? Haha!).
5. Aprender outras línguas.
6. Passar o Natal todos os anos com a minha família por perto.
7. Ganhar na loteria.
8. Ter um cozinheiro particular, que faça todas as comidas que eu gostar! Para completar o sonho, ele podia fazer alguma mágica para as coisas gostosas não terem calorias. Haha!

Para ficar mais fácil, vou quebrar a regra número 2 e convidar os leitores deste blog para deixarem seus sonhos nos comentários... :)

E você, sonha com o quê?

Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

Hospital nas Arábias




Logo que eu cheguei em Bahrain, resolvi procurar um hospital para fazer um check-up. Eu sempre fiz isso anualmente ou a cada 2 anos, mas com aquela confusão de mudança pra Turquia e depois pra cá, acabei deixando de lado e só fazendo quando cheguei a Bahrain mesmo.

Procurei um hospital na lista de conveniados e lá fui eu.

Chegando ao consultório, um médico indiano me atende e pergunta:

- Pois não. Qual é o seu problema?

- Doutor, eu gostaria de fazer um check-up. Todo ano eu faço uns exames por orientação da minha médica no Brasil e já há algum tempo, não os faço.

Ele vira pra mim e pegunta:

-Qual o motivo dos exames se você não está doente?

- Doutor, eu tenho muitos casos das doenças X e Y na minha família, meu histórico familiar é assim (e descrevi os casos, que não são poucos). Por isso a sugestão da minha médica... Mas o senhor é o especialista, então deixo nas suas mãos... O senhor é quem sabe se eu preciso ou não.

- Minha filha, você é hipocondríaca?

Rrrrr!

-Não, senhor. É que no meu país nós cuidamos do corpo antes que a doença aconteça. É uma questão de prevenção.

Não é dureza ter que ouvir isso da boca de um médico? Ai, ai... Mas pelo menos fiz o que precisava e agora refaço esporadicamente quando vou ao Brasil.

Terça-feira, 15 de Julho de 2008

Por que as pessoas são assim?



Aproveitando o meu momento garota-enxaqueca...

Eu gostaria muito de entender por que as pessoas gostam de mostrar mais do que o que realmente são ou têm...

Eu tenho um círculo de amizades muito fechado desde sempre. Cresci escolhendo meus amigos a dedo e nunca fui de puxar saco ou ser "vaselina" com pessoas com quem não tenho afinidade. Prefiro poucos e bons.

Isso não quer dizer que eu não seja educada com as pessoas, mas simplesmente se não tenho afinidade, não procuro.

Eu não sei... Eu posso ter mudado uma coisinha aqui e ali, mas acredito que foram detalhes. Minha essência continua sendo a mesma, meu coração também. Aliás, meu coração anda cada vez mais mole...

Durante esta minha viagem de férias, encontrei um grupo de brasileiros e um guia que tinha saído do Brasil para acompanhá-los. Eu não fazia parte deste grupo, pois estava usando uma outra operadora de turismo.

A guia que estava conosco pediu para que eu perguntasse ao brasileiro qual era a empresa deles, pois eles tinham um guia local que falava português. O que me custava perguntar? E lá fui eu, toda bocó...

Primeiro, o cidadão me olhou com aquela cara de "quem é você?", mas eu fingi que não percebi. Depois, me disse o nome da agência.

Segundo, ele fingiu ter sotaque de estrangeiro (o que não era o caso, pois é brasileiro e mora no sul do Brasil). E ainda me perguntou onde eu morava (eu disse que era no Rio, haha) e se eu estava entendendo o que a guia do meu passeio falava (em inglês), pois ele assumiu que ele era o único brasileiro no mundo que fala outra língua.

Grande porcaria falar inglês. Até parece que isso é uma graaaande coisa... Bleh! :P

Terceiro, eu virei pro guia que falava português e disse: "Nossa, parabéns. Você fala a nossa língua perfeitinho! Legal mesmo!".

Acho bom incentivar, fazer uma gentileza, pois afinal não é todo dia que se encontra um guia falando português por aí, né?

O guia local ficou todo feliz, coitado, e agradeceu, mas o nojento (me desculpem, mas era um metido mesmo) do guia brasileiro falou na frente do outro:

"É, ele tem um sotaque forte e comete muitos erros básicos, mas dá pra entender. Única opção que nós encontramos neste país".

O sorriso do guia que falava português ficou amarelo na hora.

Caramba! Sabe quando o sangue quente sobe à cabeça e sai vapor pelo ouvido? Pois é, eu fiquei assim. Qual era a necessidade deste cidadão humilhar e desvalorizar o trabalho do outro?

Tem que ter a mente muito pequena mesmo...

Qualquer dia ainda faço uns posts sobre estas situções infelizes, inveja e fofoca que eu vejo por aqui... Por que as pessoas pensam que o importante é o que está por fora? Nossa essência é o que nós temos por dentro e geralmente, poucos conseguem enxergar.


Como já dizia o poeta...

Gentileza gera gentileza.

E mais uma vez eu lembro aqui: no fim das contas, todo mundo acaba no mesmo lugar...

Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Voltei!





Voltei! :)

Pronto. Agora as coisas entram nos eixos de novo e os comentários voltam a ser feitos com a mesma freqüência de sempre.

Enquanto vou desfazendo minhas malas, dando uma de "Amélia" por aqui, fazendo tudo o que sobra pra mulher fazer quando se volta de viagem e ainda respondendo aos trilhões de e-mails acumulados, deixo uma foto do meu aniversário pra vocês finalmente me conhecerem.

Quem disse que ser mulher é fácil???

Em breve, falo sobre a viagem. Voltei mais cansada do que fui, mas valeu a pena! Haha!




Abraço das Arábias!

Domingo, 13 de Julho de 2008

Está vazando?


Esta história também é dos meus tempos em Istambul...

Eu tinha chegado à Turquia há pouquíssimo tempo, não falava nada de turco além de umas palavrinhas básicas e necessárias para a sobrevivência (é difícil achar alguém que fale inglês por lá).

O zelador do prédio onde eu morava bateu à porta do meu apartamento e a única coisa que eu entendi (por gestos, claro) é que havia algum problema na minha casa, que ele estava pedindo autorização para entrar e ver o que era.

Eu disse que sim.

Ele chega na porta do meu quarto e pergunta se pode entrar lá. Eu digo que sim e ele vai direto ao banheiro.

Olhou, olhou e apontou a torneira da banheira. Fazia uns gestos e dizia: "problema, problema". E eu dizendo: "Não".

Olhou o chuveiro, virou o banheiro de cabeça pra baixo. Fazia uns barulhos tipo "chuááááá" e apontava para o chuveiro. Oras, chuveiro faz "chuá" mesmo, né? Como eu iria entender? Haha!

No fim das contas, o zelador não achou problema algum.

Depois, soubemos pelo dono do prédio (que por sorte nossa, falava inglês) que o nosso banheiro do quarto gastava muita água e que o "problema" tinha piorado após a minha chegada (meu marido já estava lá antes de eu me mudar).

Eles achavam que o banheiro tinha algum vazamento, mas fomos obrigados a explicar que o problema mesmo é que nós tomamos, no mínimo, 2 banhos por dia.

Não era vazamento, não. Eram banhos mesmo.

Aff!

Sábado, 12 de Julho de 2008

Feliz aniversário pra mim!



Oba! Hoje é meu aniversário!!!

Meu primeiro fio de cabelo branco apareceu há uns dois meses... Eu entrei em pânico e obviamente, tratei de arrancá-lo. Pronto! Agora não tenho mais.

Agora já posso encontrar anti-rugas específicos para a minha idade... Ô, beleza!

Já não posso mais dizer que tenho vinte e poucos anos...

Ainda tenho a sensação de que minha festa de 15 anos foi ontem. Ainda bem que 15 anos já se passaram e o povo que estava lá deve ter esquecido daquela pagação de mico. Haha! (E as fotos estão devidamente escondidas!)

Agora só como brigadeiro e olho-de-sogra se eu mesma fizer, porque mamãe e irmãzinha estão a milhares de quilômetros de distância. Uma pena, porque todo aniversário mamãe sempre faz meu cachorro-quente favorito quando estou no Brasil.

E eu que sempre fui uma mula de tão cabeça-dura, agora estou ficando boba, amolecendo...

Ai, ai. A idade...

30 anos.

O tempo passa rápido demais e às vezes, nem nos damos conta.

Parabéns para mim!!!

Agora eu vou ali caçar um bolo de chocolate e um copão de coca-cola bem gelada, porque hoje eu mereço, né?

Abraço das Arábias!

__________
P.S.: Se eu não postar nada amanhã, podem ter certeza que exagerei no bolo de chocolate e tive uma ziquizira intestinal qualquer. Haha! :)


Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Cabelos molhados


Foto: Getty Images.

Eu tinha mania de durante os dias muito quentes, lavar os cabelos e deixá-los secar ao vento. Afinal, venho de um país tropical onde o calor faz o trabalho em cerca de 30 minutos... Tudo bem que minha cabeça depois acabava lembrando a minha flor favorita (girassol), mas isso já é outra história... Haha!

Aí mudei-me para Istambul há um tempo atrás, antes de vir para Bahrain. Mantive meu hábito de vez ou outra, especialmente quando estava com pressa para sair, não secá-los com o secador (durante o verão).

Todo mundo me olhava e eu não entendia por quê.

Um dia, uma turca chegou pra mim e falou sério:

- Você não deveria andar com os cabelos molhados...

- Por quê?

- Porque faz mal à cabeça, você pode ter dor.

- Dor porque lavei os cabelos?

- Não, porque os deixou molhados.

- Ah, obrigada, mas não esquente. Eu já estou acostumada... Adoro esta sensação de secar o cabelo ao vento. É refrescante!

Passou um tempo e eu resolvi perguntar a uma amiga brasileira casada com um turco por que todos me olhavam daquele jeito quando meus cabelos estavam úmidos. A explicação me deixou boquiaberta...

-Patricia, aqui na Turquia você não pode sair de cabelos molhados na rua, nem mesmo no verão. Isso é uma prova de que você acabou de fazer "algo" com seu marido.

-Hããã???

- Sim. Aqui é assim. As mulheres só tomam banho completo se tiveram contato sexual com o marido. Caso contrário, só "lavam as partes".

Eca!!!!!!!!!

Eu sei que não devem ser todas assim, mas eu fiquei meio atônita com isso... E entendi o porquê da turca ficar toda incomodada com os meus cabelos úmidos, afinal ela deveria pensar que eu eu era mesmo uma ninfomaníaca no verão, né?

O pior é que como lavo meus cabelos praticamente todos os dias, imaginem o que ela pensava quando sabia que meu marido estava viajando? Coitado dele... Haha!

Dá um tempo... Vou lançar a campanha "Banho já!".

Sorte que aqui em Bahrain, as pessoas andam geralmente limpinhas e perfumadas.

Abraço das Arábias!

Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

Trabalho no Oriente Médio


Foto: Getty Images.

Eu não sei se este problema acontece só no Golfo ou também em outros países de origem árabe.

Aqui em Bahrain, vejo muitos absurdos no tratamento a pessoas que exercem trabalhos domésticos.

Conheci uma libanesa que viveu nos EUA por muito tempo e se mudou para Bahrain há alguns anos. Imediatamente, arrumou uma empregada doméstica. Trouxe a moça das Filipinas para lavar, passar, cozinhar e fazer todo o trabalho doméstico de uma família com 5 pessoas. Até aí, nada demais, né? Ok.
  • Salário: Menos de 200 dólares/ 300 reais.
  • Horário de trabalho: de 2af a 2af, das 6h às 19h, com meia folga (eu disse MEIA FOLGA!) nas tardes de 6af.
  • Horário de almoço: o suficiente para comer e voltar a trabalhar.
  • 2 anos sem ver a família e quando for de férias, tem 2 meses de descanso (com 1 passagem aérea paga a cada 2 anos).
  • Obrigada a usar uniforme de babadinhos. Deve referir-se à patroa sempre como "madame".
O fato é que quando esta minha conhecida morava nos EUA, só tinha uma diarista e tratava a diarista de acordo com a consciência dela.

O que mudou?


Quando eu perguntei à ela se era justo uma pessoa trabalhar 6 dias e meio por semana por aquele salário, ela disse que não, mas o que ela iria fazer? A justificativa foi que "o mercado de trabalho em Bahrain é assim e se ela pagar mais, vai deixar a empregada mal acostumada".

Hum...

Muitas vezes leio no jornal sobre alguma empregada doméstica que deu entrada no principal hospital público de Bahrain em coma. Por quê? Maus tratos. Adivinhe quem bateu? Muitas vezes, o patrão ou a patroa.

A mão-de-obra para serviços domésticos em Bahrain é extremamente barata. Pessoas vindas da Índia, Filipinas, Sri Lanka, Nepal, Bangladesh e outros países próximos e menos favorecidos, vêm para cá tentar uma vida melhor. Muitas vezes, têm o passaporte apreendido pelo empregador e vivem como escravas, sem poder retornar ao país.

A embaixada das Filipinas, por exemplo, já criou um abrigo para pessoas refugiadas e este local vive lotado. Pessoas que vieram trabalhar em uma determinada condição e quando chegam aqui, o negócio era outro.

Eu tenho pena, porque este povo já não tem nada e ainda passa por isso...

As embaixadas estão tentando forçar os empregadores a garantir condições mínimas de trabalho e acomodação, mas ainda há um longo caminho pela frente...

É claro que não estou dizendo que são todos assim, mas se você está lendo este blog e recebeu alguma proposta de trabalho para cá, preste bastante atenção no contrato e se informe sobre a empresa/ empregador.

O mundo aqui não é exatamente a maravilha que gostam de propagar por aí... A menos que você esteja vindo para trabalhar em uma multinacional, muito cuidado. E muita calma nesta hora.

Lembre-se: "Quando a esmola é demais...".

Abraço das Arábias!

Terça-feira, 8 de Julho de 2008

É adotada?



Dia desses, marcamos uma reunião de grupo para discutir um trabalho qualquer. Uma colega me disse que não poderia comparecer, mas perguntou se eu poderia passar na casa dela para explicar o trabalho. Não entendi muito bem, mas disse "ok".

Chegando lá, eis que ela me aparece com um bebezinho no colo e diz: "Olha só, que fofinha!"

Eu: "Nossa, é linda mesmo!"

(Eu só pensava: "Ué, gente, de quem é esta criança? Será que ela está tomando conta pra alguma amiga?")

Como ela é uma pessoa muito religiosa, imaginei que seria alguma criança abandonada na igreja e ela resolveu acolher.

Fora isso, ela sempre usou roupas muito largas e coloridas típicas de seu país, e eu (desligadíssima, como sempre) nunca percebi qualquer mudança corporal. O pior é que minha cara de espanto dava pra se ver a quilômetros de distância, mas eu não disse nada, óbvio.

Minha colega: "É minha, não se assuste. Nasceu mês passado".

E eu pensei: como assim, é sua??? Nunca te vi grávida nos últimos meses...
Seria adotada? :s



Minha colega: "Olha, não se espante. Eu estava grávida, mas não queria falar pra ninguém, só que agora não deu. Ela nasceu prematura e chegou em casa há 5 dias".

Eu: "Hum. Poxa, que bom que ela melhorou. Parabéns! Ela é uma gracinha!"


Ela: "Não foi planejada, mas é bem-vinda"


Eu: "Com certeza. Qual é o nome dela?".


Ela: "Amal. Em árabe, significa esperança."

E eu fiquei pensando como é possível uma pessoa esconder a gravidez por quase 9 meses em pleno ano de 2008 e ninguém perceber nada...

Ai, ai... Tomara que eu consiga treinar melhor as minhas feições para as pessoas não conseguirem mais ler meus pensamentos, porque neste dia, fiquei com a cara no chão.